mão com relógio castanho a pegar numa bola de vidro a refletir a arvore

Laudato Si – Cuidar da nossa casa comum

Fotografia de Margot RICHARD em Unsplash

Qual é o desafio do Cristão mais urgente nos tempos atuais? Hoje, mais que nunca, o ser humano é chamado a analisar o seu estilo de vida e comportamentos, bem como a cuidar da casa comum, o nosso planeta.  

Em 2015, o Papa Francisco lança a Encíclica, Laudato Si, que nos convida a renovar o diálogo sobre a forma como estamos a construir o futuro do planeta, desafiando-nos a uma ecologia integral. 

O livro de Génesis aponta para três relações fundamentais: a nossa relação com Deus, a nossa relação com o próximo e a nossa relação com a criação de Deus.  Deus, nosso Pai, criou o nosso planeta, todos os seres vivos, o ar, a água, a natureza e, quando terminou, olhou para a sua obra e viu que era perfeita. O nosso planeta foi criado de forma tão maravilhosa que, dentro do seu ritmo, tem a capacidade de se regenerar e de renovar recursos. Deus deu-nos uma casa linda e perfeita para morar que é o nosso planeta. Esta casa é de todos os homens, não é propriedade apenas de alguns – do mais forte, do mais rico, do mais poderoso ou do que chegou primeiro. Esta é a nossa casa comum, é de todos e, como tal, temos de procurar um estilo de vida equilibrado, mais preocupado com o ambiente, com o estado em que vamos deixar a nossa casa para as gerações vindouras. 

O Papa Francisco evidencia a necessidade de se criar um novo conceito de economia mundial. Uma economia não que mata, como a atual, mas que dê vida, centrada no direito ao trabalho para todos, no controle ao acesso dos recursos do planeta, no apoio aos pequenos produtores, na reutilização dos recursos utilizados, entre outros. A economia proposta pelo Papa Francisco deverá implicar a mudança dos nossos estilos de vida, centrando as nossas ações no outro, seja cuidando do planeta ou do nosso irmão, procurando o bem comum.

Olhemos a criação com admiração, por toda a sua beleza, vendo Deus em cada ser, em cada pedaço da sua criação. 

Passemos a olhar a nossa casa comum como uma dádiva do Pai, como um maravilhoso reflexo do Seu amor por nós.


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